quarta-feira, 25 de março de 2015

X-Men: The 198 Vol 1 1 a 5 - Março a Julho/2006



EDIÇÃO ANTERIORARCO / ANOPRÓXIMA EDIÇÃO
06 - MODERN AGE /
Dizimação M >
2006
Generation M 1 a 5

A história que trata com seriedade as primeiras consequência da quase extinção mutante no planeta, mostra que mesmo fazendo parte de uma “raça”, os mutantes tem credos e metas diferentes. O refúgio criado por Scott Summers e Emma Frost se transforma em um grande caldeirão, prestes à explodir... Talvez literalmente.







A história começa mostrando mais uma baixa graças à quase eliminação do gene X da face da Terra. Magma começara um romance com um jovem mutante chamado Antonio, que também possuía poderes para lidar com o fogo, e eles exploravam um vulcão justamente na hora que a Feiticeira Escarlate tirou os poderes da maioria dos mutantes da Terra. Magma não perdeu seu dom, mas o rapaz virou humano e acabou morrendo queimado dentro do vulcão em meio à lava.




Outros grupos de mutantes considerados fora-da-lei também se viam abandonados ou em grupos reduzidos, desamparados e ameaçados pela população humana, e vários deles começam a migrar para o Instituto Xavier, declarado como abrigo para qualquer tipo de mutante por Ciclope. Dentre eles, vemos desde ex-terroristas como Groxo, passando por vítimas enlouquecidas, como a própria Magma, até ilustres desconhecidos, como a dançarina Lorelei, que fora atacada por um grupo de humanos e teve seu cabelo vivo raspado, e o misterioso (e poderoso) Senhor M, que surgia usando seus poderes para ajudar mutantes e ex-mutantes.




O local se transformou em um verdadeiro campo de refugiados, com altos muros, barracas por todo lado, e a constante proteção e vigilância do Esquadrão Sentinela. Mas a sensação dos que habitavam o local era de viver em um campo de concentração.




Enquanto alguns hasteavam bandeiras com o número 198 (número estimado de mutantes que restaram na Terra), outros tinham a percepção de terem um tratamento diferenciado em relação ao heróis X-Men. A chegada de Sr M, derrubando um Sentinela com apenas um gesto para evitar que ele pisasse em uma lagarta, agita o ambiente já tenso do local. Ele diz que fez aquilo para proteger o bichinho, pois o ser evoluiria e se tornaria uma bela borboleta.




Ciclope e Emma Frost percebem que dificilmente conseguiriam lidar com todo aquele grupo heterogêneo. Ao mesmo tempo, os refugiados começam a se organizar e Sr M se destaca, usando seus poderes para ajudar os mutantes, destacando como exemplo a reconstrução dos cabelos de Lorelei, que chega se envolver em um romance com o habilidoso ser. Tamanho poder chama a atenção dos oficiais da GEN aliados à Valerie Cooper.




A percepção dos refugiados sobre o local começa a mudar quando percebem que seus direitos civis estavam sendo cerceados, e o local começa a ser comparado com um campo de concentração. Eles não podiam sair, não podiam se comunicar com o mundo exterior... Tudo sob a justificativa que era para garantir a segurança deles. Uma visão um tanto quanto ambígua, quando é oferecido aos mutantes excursões para fora da mansão, porém condicionadas ao uso de dispositivos de rastreamento subcutâneos que alertariam os militares caso algum mutante estivesse em perigo.




Mas ainda havia os que atuavam de forma particular no grupo. O estranho mutante chamado Johnny D usava seus poderes para criar pequenas duplicatas genéticas dos mutantes que ele tinha contato. O turbulento jovem mutante chamado Jazz descobre o que Johnny estava fazendo, mas não tinha ideia de que ele próprio havia sido clonado.




Devidamente rastreados, a maioria dos mutantes fazem uma visita ao mundo exterior, mas acabam descobrindo que o rastreamento subcutâneo era um dispositivo que permitia aos militares aplicarem choques elétricos nos seres que eram considerados “em perigo”.




Tudo piora quando o jovem Jazz não retorna da excursão e é encontrado morto em um beco. Os mutantes acreditam que ele havia sido morto por uma descarga elétrica do dispositivo de rastreamento, mas na verdade ele havia sido morto por Johnny D, por meio do mini-clone, que servia como um boneco que controlava o verdadeiro dono do gene.




A tensão aumenta ainda mais quando a própria Valerie Cooper descobre que não tinha a inteira noção sobre o desejo de controle dos militares do destacamento do General Lazer. A situação causada faz surgir questionamentos de todos os lados, passando inclusive pelo grupo liderado por Ciclope e Emma Frost, que não sabiam ao certo em quem confiar.




Quando a discussão sobre direitos civis e privacidade começa a tomar proporções maiores, Sr M usa seus poderes para retirar os implantes e avisa que lideraria quem quisesse ir embora no dia seguinte. Os militares vêem isso como um levante e quando os descontentes saem da mansão e se dirigem a uma ilha, as negociações para o retorno deles causa uma pequena batalha com os Sentinelas e Sr M se enfurece e toma para si a liderança do grupo de refugiados.




A solução para toda aquela tensão acaba caindo no colo dos militares da GEN quando Johnny D entrega seus segredos e se oferece como solução àquela situação sem controle por parte dos humanos. Johnny usa um clone do pequeno mutante Sanguessuga para que o verdadeiro Sanguessuga anulasse os poderes de Sr M e ele ficasse exposto. Na sequência, Johnny manipula um clone de Magma para que ela jogasse uma rajada de fogo no líder do grupo de dissidentes, matando-o de forma inexplicável perante os olhos de todos que estavam no local.




Sem uma liderança, o grupo resolve voltar à mansão. A explicação para o terrível incidente não é consenso, mas há uma sensação de interferência externa pelo que eles podiam perceber. Sr M é velado por Lorelei e Sanguessuga, e na manhã seguinte, diversas borboletas voavam pelo local e o corpo do mutante havia sumido. Isso podia ser interpretado como uma esperança ao grupo...




A história contada em "198", ao mesmo tempo que possui quadrinhos coloridos e bem ilustrados, apresenta um clima sombrio, tenso, denso, mostrando conflitos e crenças muito mais comuns de nosso mundo real. A discussão constante sobre a convivência pacífica entre humanos e mutantes fica cada vez mais atribulada, ainda mais agora que o número 198 pode ser interpretado como um símbolo ou como meta.




As histórias de preconceito são facilmente identificadas com as referências constantes aos campos de concentração da II Guerra Mundial e a casos de segregação social mais recentes, passando pela citação ao filme “O Homem Elefante”, onde um doente sofria preconceito por ser diferente, graças a seus enormes tumores.




Outras referências mais explicitas são as relacionadas ao papel do Senhor M como um messias. Ele abre os muros da mansão (como Moisés no Mar Vermelho) e anda sobre as águas (como Jesus).






http://marvel.wikia.com/X-Men:_The_198_Vol_1_1

http://marvel.wikia.com/X-Men:_The_198_Vol_1_2
http://marvel.wikia.com/X-Men:_The_198_Vol_1_3
http://marvel.wikia.com/X-Men:_The_198_Vol_1_4
http://marvel.wikia.com/X-Men:_The_198_Vol_1_5


Publicada no Brasil
X-Men Extra 1ª Série - n° 61 a 65

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